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Entre ensaios e expectativas (ou: quando o processo não parece ensinar... mas ensina)

Hoje foi dia de festa na escola. Um mês inteiro de preparações culminou nas apresentações da nossa tradicional festa junina. Foi bonito, sim. Os alunos dançaram, o público aplaudiu, e no fim ficou aquele alívio coletivo de que "deu tudo certo". Mas confesso que o que ficou comigo não foi exatamente o resultado — e sim o caminho até ele. Sou professor de matemática. Não sou dançarino, nem coreógrafo. E, honestamente, ensaiar quadrilha com meus alunos já seria desafiador para alguém com aptidão. No meu caso, foi quase uma travessia. Ensaios cheios de bagunça, risos fora de hora, comandos ignorados, empurrões e impaciência da minha parte. Eu saía de cada ensaio mais descrente. No último, fui para casa quase certo de que a apresentação seria desastrosa. Mas hoje, lá estavam eles. Dançando. Bonitinhos, sincronizados dentro das suas possibilidades. Felizes. E eu... incomodado. O incômodo vem do fato de que eles conseguiram. E eu não vi isso acontecer durante o processo. Fiquei...